O fenômeno do cangaço ?independente? (em oposição ao banditismo vinculado a ?coronéis? do sertão) começou na segunda metade do século XIX e durou até cerca de 1940, tendo sido extensamente estudado por diversos autores. No entanto, a maior parte destas obras é de ?caráter basicamente narrativo?, escritas no calor do momento, em ?linguagem quase literária (e, por vezes, preconceituosa) ou então para justificar certos posicionamentos?, avalia o historiador Luiz Bernardo Pericás. Pericás foi além d a constatação desta lacuna bibliográfica, foi a campo. O resultado desse trabalho é agora publicado pela Boitempo no livro Os cangaceiros ? ensaio de interpretação histórica, no qual analisa as bases históricas e a atuação dos grupos do cangaço, como aqueles chefiados por Antonio Silvino, Sinhô Pereira, Ângelo Roque, Jararaca, Corisco e Lampião. O tema ? já retratado por autores como Graciliano Ramos e José Lins do Rego e mesmo pelo pintor Di Cavalcanti ? é desenvolvido à luz de uma abordagem multidimensional, que toma a estrutura agrária sertaneja ?como um forte elo entre a base econômica mais ampla e a superestrutura?, mas não se atém somente a uma interpretação economicista, investigando outros níveis para traçar um quadro complexo do banditismo rural nordestino.
Editora: BOITEMPO EDITORIAL
Código de Barras: 9788575591611
Coleção:
ISBN: 9788575591611
Edição: 1
Encadernação: BROCHURA
Idioma: PORTUGUÊS
Altura X Largura X Profundidade: 23,00 x 15,80 x 2,00
Ano: 2010
Nº Páginas: 320
Origem: Nacional
Peso: 522 g.