O livro mais completo sobre a controversa relação entre armas de fogo, cidadãos, violência e segurança pública no Brasil e no mundo
A obra mais completa sobre a controversa relação entre armas de fogo, cidadãos, violência e segurança pública. Reunindo dados, argumentos e experiências, o sociólogo Antônio Rangel Bandeira apresenta e fundamenta o que há de mito e de verdade na tese de que armar a população é um instrumento de proteção da sociedade. Trata-se de um guia indispensável para entender os números sobre o controle de armas no Brasil e no mundo e o que deu ou não deu certo na defesa da vida.
Assim como ocorria em tempos antigos, quando a guarda só protegia o rei, a nobreza e o território do reino, deixando os súditos entregues à própria sorte, o governo do presidente Jair Bolsonaro propõe que as pessoas se armem e se defendam sozinhas. Segundo Bandeira, essa é uma regressão motivada acima de tudo pela descrença num poder público incompetente e por determinada visão das causas da atual violência urbana. No livro, com a experiência de quem coordenou a campanha de desarmamento na época do Estatuto do Desarmamento no Brasil, e de quem foi instrutor de armas do Exército, ele avalia esses fatores e narra de forma inédita a história da luta pelo controle de armas. O autor faz isso a partir de uma escrita simples e fluida, inserindo fatos, números e pesquisas em seus devidos contextos históricos e políticos, revelando casos de bastidores e relatando atitudes corajosas que salvaram milhares de vidas.
Armas para quê? é uma obra contrária às iniciativas atuais de flexibilização da posse e do porte de armas no Brasil, mas não se destina apenas aos leitores igualmente resistentes às armas. Todos, prós e contra, encontrarão no livro a oportunidade de ter acesso a informações pouco divulgadas sobre o universo das armas, cujo mercado se mantém oculto por fortes interesses comerciais e por cidadãos que não cumprem a lei. Quais as armas que circulam no Brasil? Quem as possui? De onde vêm? Para onde vão? Como são usadas? Qual seu impacto na segurança e na saúde públicas?
As perguntas são muitas, já começando pelo título, mas a leitura não deixa dúvidas. Como mostram as diversas pesquisas e dados que o autor apresenta, quem mais tem a perder com o descontrole de armas é a própria população, que verá os índices de violência armada fugirem totalmente ao controle.
Nas palavras do ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann, que assina o prefácio, o Armas para quê? é um guia indispensável para todo cidadão, incluindo policiais, parlamentares, estudantes, professores, formadores de opinião, autoridades civis e militares, ONGs, Judiciário e Ministério Público. Apenas um amplo e aberto movimento pelo controle das armas, pela vida e pela paz poderá barrar a barbárie e a regressão que nos ameaçam.