Nem nos sonhos menos modestos eu poderia prever a repercussão e o sucesso deste livro na Bahia. Desde o lançamento (com o apoio da Engenhonovo Propaganda, através de Carlos Sarno), recebi dezenas e dezenas de cartas de baianos de todo o Brasil, e minha secretária-eletrônica viveu meses cheia de recados, o que proporcionou quase mil novas contribuições e muito trabalho para analisá-las.
Foram meses de muita digitação e conversas, na tarefa de depurar todo o arquivo de verbetes, para concluir se um determinado termo era efetivamente baianês ou de uso generalizado, não restrito a grupos ou guetos culturais. Com isso, algumas pérolas da linguagem baiana deixaram de ser registradas. Por outro lado, foram mantidas aquelas palavras que são usadas não somente na Bahia, mas no Nordeste, pois, como ensina o mestre Mário Souto Maior, elas são expressões de uma linguagem regional nordestina, o que obviamente incluiu a Bahia. Além desses cuidados, toda a primeira edição foi revista, com correção dos erros e aperfeiçoamento das definições. ( )
A linguagem coloquial foi mantida mesmo ao arrepio das regras de ortografia no intuito de preservar o caráter popular da obra, desvinculada de intenções acadêmicas.
O dicionário conta agora com mais de 1.200 vocábulos, e a ampliação do número de verbetes vem apenas confirmar a imensa variedade do linguajar baiano, enriquecido e renovado continuamente pela criativdade popular. ( )