De acordo com os idealizadores, a revista “aquilomba experiências dos quatro cantos de Salvador e traz a cidade para o centro do debate, revelando vivências de uma perspectiva incomum, mas cotidiana, presentes da Ladeira da Preguiça a Ilha de Maré”. A AglomeraDores pretende promover o diálogo, mas também um tipo de escrita que não cria barreiras, fazendo com que a mensagem chegue a diversos segmentos sociais. “O desafio é uma busca sensível pela informação e formação política para o povo negro. AglomeraDores é o caos sem saída de emergência, é a filosofia periférica com o intenso sopro dos que vieram antes na luta antirracista”, destaca o idealizador Marcelo Teles.
Junção de duas palavras (Aglomera + Dores), a revista nasce da ideia de aglomeração urbana das grandes cidades, os aglomerados de concreto que tomam toda a cidade ou os barracos urbanos, entupindo os espaços urbanos de difícil acesso. “Fala a respeito das dores que ficam invisíveis diante o olhar doentio e naturalizado pelas violências correlatas do racismo. A revista relaciona o direito à cidade com questões como o racismo, gênero e o localismo, como também outros recortes que levam uma cidade a ser duas pela segregação socioespacial”, conclui o editor-chefe.