Desde que tornou público, na década de 1990, ser soropositivo, Jean-Claude Bernardet sofreu de meningite, perdeu parte da visão e foi diagnosticado com câncer duas vezes. Da primeira, achou que estaria curado até a reincidência da doença, que, desta vez, decidiu não tratar.
Os ensaios aqui reunidos ponderam sobre a suposta obrigatoriedade da cura, imposta pela medicina em detrimento do bem-estar do paciente. O que Bernardet vê como realmente incontornável é a necessidade de se estar sempre em movimento, atuando como agente da própria vida.
Preciso sair desse limbo dos pré-mortos para onde vou sendo empurrado, o que vai me matar não é a doença, é a rede que está se fechando em volta de mim, diz o crítico. Abdicando da constante perspectiva da morte, Jean-Claude Bernardet constrói um sólido manifesto sobre a liberdade do corpo e o poder da escolha, seja para dançar, andar sem rumo ou se curar.
Editora: Companhia das Letras/Schwarcz
Código de Barras: 9786559210480
Coleção:
ISBN: 9786559210480
Edição: 1
Encadernação: BROCHURA
Idioma: PORTUGUÊS
Altura X Largura X Profundidade: 18,00 x 11,50 x 1,20
Ano: 2021
Nº Páginas: 126
Origem: Nacional
Peso: 142 g.