Com esta obra Habermas prossegue as suas investigações sobre Moral e Comunicação. Para o autor, o que leva a lançar de novo a discussão são, sobretudo, as objecções feitas aos conceitos universalistas de moral que remonta a Aristóteles, Hegel e o contextualismo contemporâneo. Trata-se de ultrapassar a oposição estéril entre um universalismo abstracto e um relativismo que se autocontradiz. Habermas procura, assim, defender a proeminência do justo, compreendido num sentido deontológico, sobre o bem. Mas isto não significa que as questões éticas, no estrito sentido do termo, devam ser excluídas do questionamento racional. Nesta perspectiva, a questão moral central não é mais a questão essencial de saber como levar uma boa vida, mas a questão deontológica de saber em que condições uma norma pode ser dita válida. O problema desloca-se da questão do bem para a questão do justo - da felicidade para a da validade prescritiva das normas. As questões morais - sobre o justo e decisíveis em termos de um procedimento argumentativo - estão em distinguir questões éticas - que dizem respeito às questões axiológicas preferenciais de cada um, por natureza subjectivas - é mais até o fim original deste livro do que as demonstrar.
Editora: INSTITUTO PIAGET
Código de Barras: 9789727712335
Coleção:
ISBN: 9789727712335
Edição: 1
Encadernação: BROCHURA
Idioma: PORTUGUÊS
Altura X Largura X Profundidade: 20,83 x 13,97 x 2,31
Ano: 1999
Nº Páginas: 221
Origem: Nacional
Peso: 385 g.