Para entendermos como os processos cognitivos surgem em nossa operação enquanto sistemas biológicos, o organizador constrói um mecanismo gerativo que parte de uma definição de seres vivos, considera sua história evolutiva, a origem do humano, a linguagem e as emoções, exibindo o modo como esses fenômenos se entrelaçam e produzem nossa experiência diária no encontro com outros no meio
em que vivemos. Ao fazê-lo, institui uma epistemologia de base biológica, naturalizada, transdisciplinar, que lhe permite tratar a ciência, a filosofia, a tecnologia e a vida cotidiana de maneira inusitada, e nos propicia uma reflexão aguda e indispensável sobre as relações humanas.