“Finalmente M. estava livre. Seu corpo ardeu soberano. Os olhos acenderam.
Seus dias seriam outros sem o corpo, as mãos e os olhos de A. lambuzando as suas entranhas. M. seria apenas uma, sozinha, ela mesma com suas veias azuladas, seus batimentos cardíacos fora de ordem, sua alegria ao mundo mesquinho dos maridos, sem os anjos barrocos olhando para sua face com os olhos restaurados mais de mil vezes, sem o sobrenome do outro que ela havia conhecido na porta do colégio, sem fingir que gozava para terminar a agonia solene do sexo mal dormido.”