O rouxinol e o imperador da China é uma tocante história que tem cativado gerações e gerações ao longo do tempo. O dinamarquês Andersen foi buscar inspiração para esse conto na China dos tempos que era governada por dinastias imperiais, com costumes e tradições bem diferentes das conhecidas no Ocidente. Nessa obra, ele conta a história de um rouxinol que encanta o soberano pela beleza de seu canto. O imperador descobre essa maravilha ao ler em um livro que recebe de presente com a descrição das belezas e riquezas de seu palácio. Para sua surpresa, o livro afirmava que a maior beleza do palácio era o canto do rouxinol que lá vivia. Surpreso com a informação ordenou que seus empregados fossem imediatamente procurar o pássaro. Depois de uma longa busca, o rouxinol foi levado ao palácio e fascinou a todos com seu canto que, de tão belo, arrancou lágrimas do imperador. Passado algum tempo, o imperador recebe de presente outro rouxinol, só que dessa vez é um pássaro mecânico, todo cravejado de diamantes, rubis e safiras e que cantava tanto quanto o outro, que, preterido, voltou para sua floresta. Todas as noites o rouxinol artificial cantava, até que um dia... quebrou. Consertado, só poderia cantar uma vez ao ano. Depois de alguns anos, o imperador adoeceu. Em uma noite, muito mal, ele viu que a morte rondava-o e, com ela, outros fantasmas que eram, na realidade, suas boas e más ações. Para não ouvir o que diziam, pedia música, que alguém fizesse o rouxinol mecânico cantar. Mas o pássaro continuou quieto. De repente, ouviu-se o lindo canto, o do verdadeiro rouxinol, que sabendo da doença do imperador voou até o palácio para vê-lo e seu canto espantou a morte que o rondava...