No sacolejar de um ânibus parador, seguia viagem uma vendedora de cocos.
Vinha de uma vila de pescadores. (...) Cheirava a mercado. Parava em qualquer lugar povoado. (...) Nele entravam e saíam viajantes. (...) Viagem longa. (...) A velha levava o saco de cocos, a mala de roupas e as miudezas em geral. Aproveitava o motor sacolejante para descansar pernas e braços secos, enrugados pelos anos. (...) Fez contas de cabeça, imaginando quanto ia ganhar com a venda dos cocos.
Com o pensamento, ia arrumando a casa, resumida em três cômodos... Ao chegar ao destino, a senhora, que precisava vender cocos, descobre que a bagagem sumiu! Quem vai ajudar a senhora?
A realidade de um Brasil tão desigual e diversificado, abordada por Ninfa Parreiras, com leveza e sensibilidade, inspira respeito e carinho pela personagem.