No livro, Freyre faz uma análise da colonização portuguesa do Brasil, ressaltando as vantagens que a sociedade brasileira adquiriu devido à sua variada composição étnica. O recurso à história comparativa é bastante presente em Novo mundo nos trópicos. Freyre contrapõe, por exemplo, as violências dos regimes ditatoriais em nações da América do Sul à solução brasileira de equilíbrio dos antagonismos, a qual teria dado a luz a uma civilização que tendeu para a assimilação das diferenças na resolução de seus conflitos políticos e raciais. Freyre visualiza a sociedade brasileira como um exemplo de civilização moderna nos trópicos, que soube incorporar valores europeus sem perder as raízes identitárias de sua nacionalidade.