Andorinha, andorinha é um delicioso passeio por um Bandeira cronista e militante das artes, e um passeio orientado por ninguém menos que outro poeta diverso e múltiplo , Carlos Drummond de Andrade, que selecionou um pouco do muito que Bandeira dedicou ao gênero. Desde suas recordações da meninice pernambucana até o que há de mais patético na vida urbana carioca. Das tertúlias na Academia Brasileira de Letras a todo um vasto mundo agitado por músicos, escritores, pintores e homens públicos, em geral artistas e gentes da sua mais afetuosa admiração. Artistas de verdade, como Villa-Lobos ou Albert Camus, e artistas de ocasião, os tais linhares tortos que não raro provocam em Bandeira aquela veia irônica marcada por áspera sinceridade. Poeta, sim, mas também um dos nossos mais importantes cronistas que na imprensa, por diversos períodos, se multiplicou em crítico de arte, de literatura e de música, e ainda com a mesma envolvência escreveu sobre teatro, dança, cinema e outros assuntos da nossa controvertida paisagem cultural.