O microcosmo de um cortiço é o grande personagem deste romance de Aluísio Azevedo. Seus moradores vão aos poucos sendo subtraídos pela força da vida em sociedade. O escritor procurava demonstrar um dos grandes princípios do naturalismo: o de que o meio, por ser mais forte, acaba condicionando o homem. A instalação de Regina Silveira retrata essa dilaceração do indivíduo na vida coletiva por meio do emaranhado de pegadas, como a dança de pessoas no espaço, e das formas irregulares que o conjunto vai assumindo conforme se espalha por uma parede.